Cirurgia é indicada em casos de tratamento de câncer de mama e pode ser realizada logo após a mastectomia total ou parcial
A mama representa um símbolo de feminilidade, maternidade e identidade. Quando uma mulher enfrenta a perspectiva de perder uma ou ambas as mamas, principalmente devido à necessidade de uma mastectomia como forma de tratamento do câncer, isso pode ter um impacto físico e emocional muito grande.
Nesses casos, felizmente, a reconstrução de mama pode representar uma esperança para resgatar a aparência, confiança e autoestima da mulher. Essa cirurgia plástica reparadora pode ser realizada juntamente com a mastectomia, no mesmo ato cirúrgico, ou ser recomendada um tempo após a retirada dos seios.
Agende uma avaliação para saber mais sobre a reconstrução mamária!
O que é a reconstrução de mama?
A cirurgia de reconstrução de mama é o procedimento que restaura o formato, aspecto e tamanho das mamas após a realização de uma mastectomia. A reconstrução pode ser parcial ou total e utilizar tanto próteses de silicone quanto tecidos da própria paciente.
A reconstrução de mama pode ser imediata, realizada no mesmo ato cirúrgico da mastectomia, ou tardia, feita após um período recomendado pelo médico. A decisão pelo momento ideal de fazer o procedimento deve ser tomada em conjunto entre o médico responsável pela mastectomia, o oncologista e o cirurgião plástico. No geral, a indicação deve obedecer a alguns critérios clínicos e técnicos, como o tipo de câncer, o estágio e as características da paciente, mas a reconstrução mamária nunca deve interferir no tratamento oncológico.
Como é feita a cirurgia de reconstrução de mama?
A cirurgia de reconstrução de mama é feita de acordo com o tipo de mastectomia – parcial ou total – e também considerando as expectativas e condições da paciente, por isso é um procedimento totalmente individualizado.
Nos casos em que uma porção da mama foi preservada, pode-se utilizar retalhos locais do tecido da própria mama para a reconstrução. Quando isso não é possível, o procedimento pode aproveitar tecidos (músculo, gordura e pele) de outras áreas do corpo, como o tecido adiposo da barriga (técnica DIEP), tecido das costas (músculo grande dorsal) ou do abdômen (músculo reto abdominal).
A reconstrução mamária também pode ser feita por meio de próteses de silicone para restaurar o formato dos seios. Para isso, o cirurgião plástico faz uma incisão e insere o implante diretamente por baixo ou por cima do músculo. A colocação da prótese de silicone também pode ser feita com a técnica dos expansores, no qual é inserido um expansor vazio sob a pele para ser preenchido com soro fisiológico. Quando o dispositivo atingir o tamanho desejado, ele é substituído pela prótese definitiva de silicone.
A cirurgia de reconstrução de mama também pode envolver a reparação das aréolas e mamilos com a utilização de retalhos e enxertos de pele da própria paciente.
A escolha do método mais adequado para a reconstrução leva em conta fatores como:
- Estilo de vida da paciente;
- Condições de saúde;
- Constituição corporal;
- Tamanho dos seios;
- Preferências pessoais;
- Quantidade de pele e tecido disponíveis após a mastectomia.
Em quais casos a reconstrução de mama é indicada?
A reconstrução mamária é indicada após casos de tumores malignos na região ou outro problema que implique na retirada das mamas.
Inclusive, todas as mulheres que precisaram retirar a mama por causa de câncer têm direito a realizar essa cirurgia plástica reparadora pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os planos de saúde também são obrigados a cobrir o procedimento, que deve ser realizado imediatamente após a mastectomia quando houver condições clínicas favoráveis, de acordo com a avaliação médica individualizada.
No entanto, a paciente tem o direito de escolher se deseja ou não fazer o procedimento, assim como decidir realizar a reconstrução mamária com seu cirurgião plástico de preferência.
Para saber mais informações, entre em contato com o Dr. Álvaro Sá e agende uma consulta.
Benefícios da reconstrução mamária
A cirurgia é capaz de restaurar esteticamente o formato dos seios e melhorar a harmonização entre as mamas, principalmente em casos de mastectomia em apenas um dos seios. Tudo isso aumenta a autoestima, qualidade de vida e confiança da mulher, que fica mais à vontade para usar roupas do seu gosto por não se sentir mais mutilada.
Além disso, a cirurgia de reconstrução de mama não aumenta as chances de recidiva da doença e também não interfere em sessões futuras de quimioterapia ou radioterapia se o tumor surgir novamente.
Pré e pós-cirúrgico da reconstrução de mama
Quando a cirurgia reparadora é realizada tardiamente após a mastectomia, a paciente precisa tomar alguns cuidados pré-operatórios importantes para garantir a segurança do procedimento, entre eles:
- Realizar exames solicitados pelo cirurgião, tais como exames de sangue, glicemia, coagulação e eletrocardiograma;
- Suspender o uso de certos medicamentos;
- Não fumar pelo período estipulado pelo médico;
- Fazer jejum pelo tempo recomendado.
Após a cirurgia, é importante manter repouso e se afastar das atividades de rotina por 4 semanas. Exercícios físicos são liberados depois de 8 semanas, período em que o inchaço e os hematomas levam para desaparecer.
Outros cuidados pós-operatórios que garantem uma boa recuperação são:
- Utilizar sutiã cirúrgico para dar sustentação aos seios;
- Dormir de barriga para cima no primeiro mês;
- Evitar levantamento de peso e movimentos bruscos com os braços nas 4 primeiras semanas;
- Evitar exposição solar na região operada;
- Tomar os medicamentos prescritos pelo médico;
- Informar ao médico se houver dores intensas, vazamento de líquido ou mau odor nos curativos.
Câncer de mama no Brasil
A incidência do câncer de mama é alta, sendo o segundo tipo de câncer mais comum em todo o mundo e o que mais afeta as mulheres. Por esse motivo e pela falta de diagnóstico precoce, muitas cirurgias de reconstrução mamária são necessárias para resgatar a autoestima das mulheres afetadas pelo problema.
Para saber mais sobre a reconstrução de mama, entre em contato com o Dr. Álvaro Sá e agende uma consulta.
Fontes: